quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Jogo que eu gostaria de ver uma edição nova/melhorada... - #RPGaDay

Nova/melhorada edição de algum jogo que eu gostaria de ver?

Bom, eu vou ser honesto agora, e dizer que eu sempre quis ver uma edição "aprimorada" do Ad&d 2ªEd. Algo como um Ad&d 3ª Edição ou uma "The Best of Ad&d 2ªEd"

Claro que houve uma 3ª edição, publicada pela Wizards. E foi aí, onde o barco perdeu a direção e foi parar no Império Nipônico, com seus heróis overpower, com seus "Meteoros de Cavalo com Asas", suas feats, skills e progressão planejada de personagem, e mais um monte de regras, que tornavam o jogo moroso e meio... chato.


Mas, hey! Como planejar toda a vida de um personagem, de 1º ao 20º nível, passar horas (ou mesmo dias!), lendo, estudando e planejando um personagem pra ser o melhor, e ver o mesmo morrer ao cair num alçapão, na primeira masmorra que ele enfrentar?!

Uma das coisas mais bacanas que eu sempre curti no Ad&d 2ªEd, é a reputação que os personagens conquistam ao atingir determinados níveis. Sabe, aquela história do guerreiro construir um forte, atrair seguidores, administrar suas terras, e se aposentar coberto de glórias? Então, apesar de curtir a forma como isso é apresentado no Livro do Jogador e no Livro do Mestre, acho que isso podia ter sido muito melhor explorado.

Afinal, imaginem a seguinte situação: o paladino de 15º nível, depois de muito trabalho e muitas aventuras, depois de derrotar as criaturas mais vis e cruéis, finalmente consegue fundos e seguidores o suficiente para erguer uma "senhora" igreja pra sua divindade. Finalmente, o sonho de uma vida de buscas e sofrimentos, de perdas e combates violentos, chega ao ponto onde o dito paladino pode finalmente descansar na paz em vida, com o clérigos de sua ordem administrando, a palavra sendo espalhada pelo reino, e a quantidade de devotos aumentando cada vez mais.
"Bom e leal nem sempre quer dizer gentil!"

Perfeito, não é mesmo?

Agora imagine este mesmo paladino, ao ser informado por um de seus irmãos clérigos, que seus devotos estão sendo convertidos por outra fé, com outros clérigos e paladinos, outra divindade, num primeiro momento mais atraente/generosa/poderosa que a sua, e não poder fazer nada. Afinal, o paladino não pode simplesmente ir lá a e "acabar" com os devotos da outra divindade por vários motivos, sendo o principal sua própria fé, que o impede de derramar sangue inocente. Isso, aliado ao fato de ser este um problema administrativo e de marketing, tornam todas as habilidades de combate e poderes do paladino em questão, que apesar de terem sido conquistados através de duras penas e batalhas, praticamente inúteis pra ajudá-lo a reaver os devotos de sua fé.

Por incrível que pareça, eu estou relendo meus livros do Ad&D 2ªEd, em particular o Livro do Mestre, por não saber tudo de cabeça (quem afinal, consegue saber tudo?!), e não estou encontrando orientações neste sentido. 

Esta com certeza seria uma das melhorias que eu aplicaria numa edição nova/melhorada.

Seu personagem... Ele morre...


Esta, e a THAC0.

Afinal, To Hit Armor Class 0, onde o inimigo tem CA -10, e o jogador precisa tirar 20 ou mais no d20 parece meio confuso, não?